sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

sugestões para reuniões com pais

Reunião de pais - Início de ano
Para começar bem o ano escolar é de suma importância que os pais sejam envolvidos desde o início nas atividades da escola, não esquecendo jamais que eles são co-responsáveis pelo  sucesso do ano letivo.
Quem não gosta de ser bem recebido?

Pois é, ainda mais quando se quer cativar para uma pareria duradoura. Que tal um cartãozinho de boas vindas. Estes eu fiz o ano passado e serve de sugestão p vcs.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Reunião de pais - Início de ano

Para começar bem o ano escolar é de suma importância que os pais sejam envolvidos desde o início nas atividades da escola, não esquecendo jamais que eles são co-responsáveis pelo  sucesso do ano letivo.
Quem não gosta de ser bem recebido?

Pois é, ainda mais quando se quer cativar para uma pareria duradoura. Que tal um cartãozinho de boas vindas. Estes eu fiz o ano passado e serve de sugestão p vcs.

É importante também a sinalização de onde deve acontecer a reunião, de preferência que haja alguém recebendo os pais. Esta acolhida é fundamental.

Fazer uma pauta da reunião contemplando as questões administrativas (horário das aulas, uniforme, calendário escolar, frequência, regimento escolar, entre outros)  e pedagógicas (livros didáticos, atividades de casa, projetos durante o ano,  datas comemorativas, avaliações, entre outros), é uma forma de não se perder em tantos assuntos importantes.

Providencie uma lista de presença.

Se for fazer uma dinâmica aí vai uma sugestão.
  1. Entregue uma cartãozinho para cada participante (faça 2 ou 3 com a mesma mensagem - dependendo do número de partipantes)
  2. Peça que cada um encontre os pares de mensagens iguais.
  3. Ler e refletir a frase.
  4. Socializar com o grupão.
Mais sugestões para reunião de pais
Recebi esta sugestão da colega Angela  Caumo, do grupo Professores Solidários . Gostei muito e estou compartilhando com vcs.

Dinâmica na reunião de pais:

1.    Leitura do texto, por um pai voluntário ou pela docente, se for preciso.

2.  Discussão sobre o tema, deixando que os pais falem o que entenderam do texto e como é a própria casa.

3.  Ler a frase: “para um lar realmente aconchegante, é preciso...”

4.  Deixar que os pais escrevam em tirinhas de papel o que acreditam que precisam mudar em suas casas.

5. Colar as tirinhas em uma casa previamente montada e colada na parede da sala de aula, para que seus filhos possam ler também.

Olá pessoal,

Recebi os pais dos meus alunos neste último bimestre na porta da sala e entregando um pedacinho de algodão.
A maioria ficou  meio espantado sem entender nada.
Quando todos chegaram li a seguinte mensagem:

Em seguida falei com eles que aceitassem  meu floquinho como prova do meu carinho, pois foi assim que procurei  conduzir meu trabalho neste ano de 2010. Dividiindo  com eles a responsabilidade de educar.

Ficou muito legal. Os pais gostarm muito. Depois dei prosseguimento à reunião.

P.s. A mensagem tb pode ser usada na primeira reunião de pais. E ao final, concluir dizendo que o floquinho (pedacinho de algodão) é o carinho que vc pretende atribuir as crianças e a família durante o ano.
Dinâmica
Material necessário: balas com embalagens que abram dos dois lados
Procedimento: Entregue uma bala para cada mãe ou responsável e peça para que abram apenas com uma mão.
(Você perceberá que elas irão conseguir, mas só depois de um bom tempo e esforço.)
Faça o comparativo da dinâmica com a vida escolar: A bala é a criança, a mão que elas usaram para abrir é a professora, e a outra, a família. Se a professora fizer o trabalho todo sozinha, irá conseguir, mas demorará mais e será muito mais difícil, mas, se tiver “a outra mão” (a família), ficará mais fácil e eficiente.
Você pode substituir a bala  por um pedaço de barbante. Peça para que os pais dêem um nó apenas com uma mão no barbante  e faça a reflexão parecida com a da bala.
Retirado do http://educacaoemdestaque-maristela.blogspot.com/search/label/Reuni%C3%A3o%20de%20pais

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

10 passos para se sair bem na primeira reunião de pais

10 passos para se sair bem na primeira reunião de pais
Depois da apresentação da proposta da escola pelo diretor, é a sua vez de entrar em cena. Se você descrever o programa de sua disciplina e a metodologia de forma clara e reservar um tempinho para responder a dúvidas, vai fisgar a família e transformá-la em grande aliada
A primeira reunião entre pais e professores é uma ótima oportunidade para iniciar uma parceria de um ano inteiro em torno do mesmo objetivo: levar crianças e adolescentes a aprender. "Essa é nossa chance para pescar os pais", aconselha Helvécia Costa, diretora da Escola Estadual Andronico de Mello, em São Paulo. Para ela, esse é o momento de despertar na família o interesse em participar da vida escolar dos filhos. Uma reunião bem conduzida, portanto, faz a diferença. O ideal é dividi-la em duas partes: a primeira, mais geral, fica a cargo da direção ou da coordenação; a segunda, em classe, é com o professor. Veja como ter sucesso nessa tarefa.

1. Definir o roteiro com a direção
Para não perder o foco, vale organizar antecipadamente com a direção um roteiro do que será dito às famílias. "Os pais têm direito de saber qual é a linha pedagógica adotada", defende a pedagoga Maria Maura Barbosa, do Centro de Educação e Documentação para a Ação Comunitária (Cedac), em São Paulo. Como em muitas escolas públicas, a primeira parte da reunião na Andronico de Mello é para todos os pais. Em 2005, entre os assuntos debatidos estavam a proibição de celulares ligados em classe e o uso do uniforme. Depois dessa discussão, os pais são encaminhados para grupos diversos, de acordo com a série dos filhos, para a reunião com os professores. "Insistimos na questão da disciplina e explicamos o que a escola espera da garotada", diz Helvécia.

2. Preparar e enviar os convites
O convite, enviado com pelo menos uma semana de antecedência, deve conter:

O aviso claro da reunião, com dia, local, hora para começar e terminar.

Os temas a serem tratados. Entre eles devem estar o programa do ano ou pelo menos do primeiro bimestre, as normas da escola, o material escolar a ser providenciado (e, se possível, dicas de lugares que tenham preços mais baixos), qual o sistema de avaliação, os horários e a importância das tarefas de casa.

Um lembrete de que não haverá tempo para falar das crianças individualmente e que isso será feito durante todo o ano em reuniões periódicas.

3. Cuidar do ambiente O local do encontro deve ser preparado com cuidado para que todos se sintam esperados e acolhidos. Alguns professores costumam pedir às crianças para fazer desenhos e com eles decoram a sala onde será a reunião. Dar aos pais a oportunidade de identificar o trabalho do filho entre tantos outros é uma forma afetuosa de dar boas-vindas. Nem sempre isso é possível, mas uma faixa simples ou uma saudação na lousa são outras formas simpáticas de acolher os pais. Se a reunião for feita à noite, é bom providenciar água, café e biscoitos para quem vier direto do trabalho.

4. Garantir a participação ativa dos pais na reuniãoIsso é fundamental para o sucesso do encontro entre escola e família. Reserve um tempo para os pais fazerem perguntas e propostas. Questões específicas sobre uma criança, que não sejam do interesse geral, ficam para depois, como informado no convite. Na opinião de Anizu Tavares, mãe de um aluno matriculado no ano passado na 1a série da Escola Estadual Professora Eleonor Mendes de Barros, em Barueri (SP), o mais importante na primeira reunião com os professores foi perceber que eles sabiam ouvir. "Muitos pais estavam inseguros e ansiosos.

Eu tinha muitas dúvidas sobre como seria o contato do meu filho com as crianças maiores no horário de entrada e de saída e no intervalo. Mas tudo foi explicado e fiquei tranqüila."

5. Fazer um resumo do programa de sua disciplina e da metodologia a ser usada Todos os professores devem se apresentar aos pais e expor seu programa. Quando a reunião é com os responsáveis por alunos de 5a a 8a série, fica encarregado pela conversa o orientador pedagógico ou um professor escolhido pelos colegas. "Apresentamos todos, inclusive os de aulas específicas, como Inglês, Informática, Educação Física, Artes e Laboratório de Ciências", diz Alessandra Thomaz Vicente Lee, orientadora e coordenadora pedagógica do Colégio Elvira Brandão, em São Paulo. Eles explicam sua proposta para a matéria e como pretendem colocá-la em prática. O tempo de cada professor deve ser determinado antes para que todos possam participar.

6. Falar da periodicidade dos encontros
Se os pais sabem quando terão novas oportunidades de encontrar os professores, é criado um compromisso entre a família e a escola. "Deve-se mostrar que a relação será duradoura e produtiva e que haverá um momento para atender os pais que precisam conversar sobre problemas específicos", afirma Helvécia, do Andronico de Mello. Atualmente os pais trabalham demais, têm uma vida corrida e tendem a delegar a educação do filho totalmente à escola.

É importante, no entanto, mostrar que a aprendizagem só acontece se a escola, o aluno e a família trabalharem juntos.

7. Preparar a leitura de um bom texto literário
Para descontrair os pais e fazer com que se sintam mais à vontade, uma dinâmica pode funcionar bem. Escolha uma que facilite a integração, mas que não demore mais do que 15 minutos. Aplique logo depois da apresentação dos professores, explicando antes o que eles vão fazer e qual o objetivo. "Preparamos uma atividade que, num futuro próximo (a aula do dia seguinte, por exemplo), será dada aos alunos. Assim, os pais vivenciam a metodologia utilizada pelo professor", diz Alessandra, do Colégio Elvira Brandão.

8. Mostrar a escola
Em uma pequena excursão, leve os pais para conhecer as salas de aula, biblioteca, laboratório, banheiros e quadras. "Eles querem a confirmação de que escolheram a escola certa para os filhos. Conhecer o espaço onde a criança ou o adolescente passa tantas horas do dia e perceber que é seguro e adequado ao ensino os deixa satisfeitos", diz Ivani Cesar Rubio, professora da Escola Espírito Santo e do Instituto de Educação Joana D'Arc, ambos em São Paulo.

9. Apresentar os funcionários
Todas as pessoas que trabalham na escola devem ser apresentadas aos pais: o pessoal da merenda ou da cantina, quem cuida do pátio na hora do recreio, os funcionários da secretaria, os faxineiros. Além das devidas apresentações, o professor deve explicar o que cada um faz, os horários das merendas, as normas, os cuidados com a higiene... O importante é que os pais saibam que seus filhos estão sendo cuidados e bem tratados por todos. É o que eles esperam da escola que escolheram.

10. Enfatizar a importância da presença dos pais nas atividades escolares dos filhos
Uma boa maneira de concluir o encontro é lembrar aos pais o papel deles na aprendizagem dos filhos. Dados do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb) mostram que crianças que fazem parte de uma família que participa de forma direta do dia-a-dia escolar dos filhos apresentam desempenho superior em relação às demais. Essa participação se dá de modo simples: conversar sobre o que acontece na escola, acompanhar o dever de casa e incentivar a leitura, por exemplo. Nada garante que eles sairão completamente confiantes da reunião, mas se você conduzi-la bem, com firmeza e paciência, a ansiedade dará lugar ao espírito de cooperação.
 
São muito valiosos os dez passos norteando e forma clara a seqüência didática com que o professor deve preparar para deixar os familiares dos alunos interessados em contribuir com o ensino e aprendizagem de seus filhos, pois sentindo importante essa consolidação se Dara com maior ênfase por todos. Isso só trará beneficio contribuindo na formação de cidadões com maior bagagem cultural, diversidade no mundo contemporâneo. Após terem consciência da importância do trabalho em conjunto, apontada pelo profissional esse artigo nos ajudara e muito como profissionais inovadores.
A mesmice das reuniões de pais e mestres

Não houve engano algum quanto ao título. Foi mesmice  mesmo que eu quis dizer, como poderia ter qualificado como “chatérrima” ou mesmo “entediante”. O adjetivo é apenas um alerta para chamar a atenção do quanto temos que mudar a maneira de fazer as famosas “reuniões de pais e mestres”.

Você pode pensar: “a reunião de pais e mestres da minha escola é diferenciada, pois aplicamos algumas dinâmicas com os pais, e para finalizar oferecemos comes e bebes”.
Mas não me refiro a esta inovação. Não é satisfatório saber que os pais comparecem à reunião porque vão se divertir participando das dinâmicas e ao final ainda vão ganhar um lanchinho.

O que precisa existir como válvula propulsora da reunião de pais e mestres é o interesse dos pais em participar ativamente da vida escolar do seu filho independente dele estar com problemas de aprendizagem ou de comportamento.

Temos que propiciar uma caminhada lado a lado efetivando uma cumplicidade entre pais, alunos e professores.

Há escolas que intimam a presença dos pais nas reuniões vinculando-a a entrega dos boletins. Estão agindo de forma antididática. Os pais não devem ser obrigados a ir, devem ir por vontade própria.

Há também o professor que inicia a reunião exaltando o paradigma da família do século passado. Este tipo de procedimento é desestimulante e provoca uma sensação de incompetência dos pais. O professor deve respeitar e orientar o modelo de família de hoje.

O que os pais realmente querem saber quando vão a uma reunião de pais e mestres é como a matéria está sendo ministrada; qual o retorno do seu filho frente à didática utilizada; que recursos o professor está utilizando para ensinar e qual é o olhar do professor para cada um dos seus alunos.

A família não quer mais o ensino massificado. Os alunos não devem ser encarados como uma multidão que caminha sem saber para onde. Cada vez mais necessitamos ser olhados como indivíduos e temos que saber qual a aplicabilidade do que está sendo ensinado.
Esta visão se encaixa tanto para o aluno quanto para os pais.

O pai tem que ter espaço para se manifestar. Ele tem que ser ouvido, pois sua dúvida pode ser a dúvida de muitos outros pais e é nesta ocasião que deve ser compartilhada.

Ouvir o pai, além de ser muito importante gera uma motivação maior, pois ele se sente participante resultando na troca de idéias e esclarecimentos.

Na verdade sabemos que os pais adoram participar da vida escolar haja vista que ao encerrar a reunião de pais e mestres, muitos ainda continuam nas dependências da escola trocando experiências. Também podemos citar as festas organizadas pela escola. Quando esta requisita a participação dos pais, o resultado é sempre muito positivo. O que precisa acontecer é a escola abrir espaço para que a família entre.

A maioria dos professores reclama que os pais estão cada vez mais transferindo para a escola a formação total de seus filhos. Ocorre que nada está sendo feito para propiciar a mudança desta realidade. Muito pelo contrário, a escola faz questão de manter os procedimentos antigos onde a presença dos pais era requisitada somente em casos de reclamações. Até hoje, se o aluno vai bem, o pai nunca precisa ir à escola.

A bem da verdade, na história das escolas[i] nunca houve a participação ativa dos pais, resultante, no princípio, da maioria deles serem analfabetos ou terem pouca instrução. Por esta razão o respeito ao professor era imenso tanto por parte do aluno quanto da família, e a sua voz era tida como lei a qual ninguém contrariava.

Foi da metade do século XX em diante que um número grande de pessoas começou a ter acesso à educação e formar famílias com grau de escolaridade, inclusive, de ensino superior. Foi por esta razão que se iniciou um clamor por parte dos professores frente a uma maior participação dos pais junto à escola.

Ocorre que para que isto ocorra os pais têm que ser orientados. É a escola que precisa favorecer esta abertura para que os pais caminhem junto no aprendizado do seu filho. Eles não sabem como devem proceder. Já fui testemunha de pais que querendo ser atuantes na formação educacional do seu filho acabaram atropelando o professor e criando até uma situação de animosidade entre eles. Há pais que ao fazer o trabalho de casa junto com os filhos se acham no direito de cobrar uma nota melhor.

Todas estas atitudes mostram como estão perdidos quanto a melhor maneira de ajudar seus filhos. Ninguém melhor que o professor para dar as coordenadas, e não há ocasião melhor do que a reunião de pais e mestres para orientá-los.

A escola precisa disponibilizar informações que oriente e possibilite o envolvimento dos pais estabelecendo uma relação construtiva com a escola.

A mudança deve começar pela disposição física da sala onde a reunião de pais e mestres será realizada. Assim como nas salas de aula, as carteiras devem ficar dispostas em círculo ou semicírculo, onde todos possam ver uns aos outros. Esta prática irá favorecer um entrosamento maior entre os pais, e dos pais com o professor principalmente, se ao iniciar a reunião estes forem estimulados a falar, cada um o seu nome acrescido de alguma característica sua, quando aluno. Esta apresentação fará com que todos se conheçam propiciando um ambiente descontraído. Em seguida o professor poderá iniciar a reunião tocando nos pontos principais, mas sempre priorizando a participação atuante dos pais.

A reunião deve seguir como um delicioso bate-papo podendo, a qualquer momento, haver manifestações tanto de discordância quanto de dúvidas ou sugestões.

As reuniões tradicionais normalmente iniciam com as regras que devem ser cumpridas pelos pais e alunos. Em seguida há o pedido de uma participação mais ativa dos pais na vida escolar dos filhos sugerindo que acompanhem diariamente a lição de casa bem como  orientem em épocas de provas e nos trabalhos sugeridos.

Ocorre que o pai irá atender este pedido provavelmente, durante a primeira semana. Da segunda semana em diante ele não se sentirá mais motivado a fazê-lo e justificará a sua não participação alegando que esta tarefa pertence ao professor.

A motivação dos pais também tem que ser trabalhada constantemente e o professor para isto deverá conhecer muito bem a comunidade que atua escolhendo quais os assuntos que chamam mais a atenção das famílias. É justamente aí que a convivência entra como facilitador deste conhecimento.

Deverá a escola abrir as portas aos pais conferindo valor e respeito à diversidade. Sabe-se de uma maneira geral que o ser humano adora compartilhar os episódios que fizeram parte da sua história. Pode-se tirar proveito da diversidade tomando conhecimento das curiosidades trazidas pelos pais: dos lugares onde moraram, das diferenças no linguajar, nos costumes, na culinária e das histórias típicas de cada região. Todas estas contribuições são de uma riqueza imensa e completamente motivadoras para os pais e consequentemente para os filhos.

Então professores, vamos trazer os pais para dentro da escola e consolidar esta união de forças, que com certeza, quem sairá ganhando será principalmente o aluno.

Vamos fazer de nossas reuniões de pais e mestres, reuniões onde a empolgação, a cooperação, a participação estejam sempre presentes nos professores, nos pais e nos alunos.

Qual a diferença, se existe, entre professor e educador?

Nesta vida, pode-se aprender três coisas de uma criança: estar sempre alegre, nunca ficar inativo e chorar com força por tudo o que se quer. (Leminski, 2006)
Qual a diferença, se existe, entre professor e educador?
O trabalho não é igual?
  • A diferença entre professor e educador, é que professor é apenas uma profissão, podendo ser exercida´por qualquer pessoa que tenha uma habilitação para este fim. Educador ao contrario, não é profissão, mas dom, somente quem ama ensinar pode ser educador, mesmo parecendo que o trabalho é o mesmo, na verdade não é. O professor só o é durante o período que esta na escola o educador o é em todo momento.
Atualmente, o termo educador vem sendo mais utilizado, pois a visão do ensino e da aprendizagem mudou muito. O educador é um mediador na construção dos conhecimentos pelo próprio aluno. Os conhecimentos não são restritos à determinada matéria, mas abrangem conteúdos atitudinais também. Assim, acho mais correto o termo "educador", que lida com conceitos, procedimentos e atitudes.

Prometo valer-me do conhecimento que me foi dado como instrumento de mudança e construção de um mundo onde o homem possa realizar-se com liberdade. Prometo, no exercício de minha profissão, enfrentar os desafios que a educação me propõe, com criatividade, perseverança e competência, buscando novos caminhos para o processo educacional. Prometo envolver-me com meus alunos no espaço que existe entre teorizar e viver a prática, porque acredito ser nesse espaço que educadores e educandos se encontram e se transformam mutuamente. Prometo não isolar no gabinete da Administração Escolar, mas dele partir para uma realidade mais abrangente, em que eu possa enxergar o homem no seu contexto social e político e que o meu trabalho na educação tenha um sentido justo, observando sempre os dispositivos legais e éticos da profissão.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Relatório de Grupo Nesta vida, pode-se aprender três coisas de uma criança: (Leminski, 2006) A concepção de educação de crianças pautada na construção do convívio coletivo tem como intenção, que elas possam construir seu próprio conhecimento na relação com os outros. Desta forma, vão construindo também uma relação de autonomia na produção e na busca deste conhecimento.
Isto significa que, faz parte da responsabilidade dos educadores prepararem contextos que provoquem a construção de aprendizagens e de experiências que pautem as ações de sua prática pedagógica. A intenção é procurar entrelaçar os diversos momentos do dia: as aprendizagens formais, as brincadeiras, os diálogos, as negociações e as produções.
Como entender o que elas falam, com seu mundo de fantasias, com suas construções próprias e entendê-las a partir de nossa visão, de quem não é mais criança? (...) (Demartini, 2002, p.14) Podemos considerar que o espaço educativo é um espaço de troca de culturas do qual participam todos os adultos e crianças. (...) É no diálogo
tecido entre todos os sujeitos que participam do projeto que se constrói uma cultura do conhecimento compartilhado, que procura incluir as diversidades subjetivas e profissionais. (Giacopini e Bassi, 2007, p.8).
O espaço da educação deve compreender um conjunto de relações e intenções que provoquem nas crianças muitas vontades: de aprender, conhecer, brincar, imaginar... conviver!
Em nossas conversas diárias, nos descobrimentos das coisas do mundo, algumas poucas certezas e muitas dúvidas nos faz pensar sobre nossas relações quotidianas.
Como se aprende a conviver? Como se aprende a construir os compromissos? Que mundo coletivo queremos? Como realizar nossos sonhos num mundo de tantos?
A gente não pede para nascer, apenas nasce. Alguns nascem ricos, outros pobres; uns nascem brancos, outros negros; uns nascem num país onde faz muito frio, outros em terras quentes. Enfim, nós não temos muita opção mesmo. O fato é que quando a gente percebe, já nasceu. (...)
(
Munduruku, 2001) Desde que nascemos, aprendemos que o humano se constrói a partir do outro e, portanto, a sobrevivência se dá de forma coletiva. Nessas relações, o exercício da convivência nos transforma. Somos compostos uns pelos outros. A vida é muitíssimo variada.
E dessa mistura entre seres fomos refletindo sobre o que nos compõe, afinal. O que nos forma e o que nos marca? O que nos torna humanos?
Do ponto de vista da arqueologia, considera-se civilização (...) uma cultura que tenha desenvolvido técnicas para lidar no ambiente em que se tenha vivido ou vive, e uma arte ou uma forma de expressar o seu pensamento e idéias. (Jecupé, 1998, p.29) O ser humano, de acordo com sua cultura, constrói um "jeitão" de ser e estar no mundo. A época, o espaço, o clima, as águas, os alimentos, as moradias, a língua, a religião e as manifestações artísticas interagem conosco e nos modificam e nos transformam, absolutamente. Portanto, para descobrirmos nossos "jeitões", necessitamos da referência do outro para conhecer e reconhecer as semelhanças e diferenças.
Essa ideia foi o ponto de partida para trabalharmos com o tema coletivo da escola –Territorialidade
- e o nosso tema de sala, iniciado através da escolha do objeto disparador – o Giramundo. (...) O território usado é o chão mais a identidade. A identidade é o sentimento de pertencer àquilo que nos pertence. O território é o fundamento do trabalho, o lugar de residência, das trocas materiais e espirituais e do exercício da vida. (Santos, 2002) Para que
Constatar essas semelhanças nos fez compreender melhor o significado de
Por outro lado, na história contada pela própria terra, cada lugar possibilita que a vida possa ser vivida de diferentes maneiras. As culturas distintas modificam a organização do espaço e a construção dos territórios.
Outro livro importante que lemos em roda foi "
Ficaram para nós os gestos de amor e da história, uma compreensão melhor da vida e do que vai no coração do homem!
Foi a vez de pensarmos na nossa terra, no Brasil e em tantos povos que nos compreendem.
girássemos pelo mundo, seguindo qualquer caminho e pudéssemos experimentar sentimentos universais de todos os povos, iniciamos a leitura de contos do livro escolhido para ser a leitura monitorada da turma, neste primeiro momento: Volta ao mundo dos contos - nas asas de um pássaro (Gendrin, 2007). Nas diferentes regiões do planeta, as narrativas se assemelham muito e muitas versões poderiam facilmente pertencer a qualquer lugar de qualquer época. humanidade. Expressões e sentimentos tão parecidos! Guerra dentro da gente" (Leminski, 2006). Segundo o autor, no prefácio, conclui... Este livro é uma fábula onde os milagres são freqüentes, onde existem armas para acabar com todas as armas. Afinal, toda palavra é, aqui, um pequeno gesto de amor. O barqueiro e o canoeiro (2008) de Fernando Vilela, fez às vezes de anfitrião: encaminhou-nos para águas muito antes navegadas. O Amazonas e seus afluentes. Para falar dos habitantes daqui, as palavras desse autor nos iniciam nessa rota: Leitores, peço desculpas e também vossa atenção. Esta história que vos conto não se passa bem no chão. Começarei pelo fim, pois gosto da contramão (...) (Vilela, 2008,p.11) Desta vez o cheiro de mato ficou mais próximo, o cordel e a xilogravura criaram um contexto significativo de conhecimento e reconhecimento de uma parte do Brasil. O indígena, o ribeirinho e o povo das cidades do norte mesclam sabedoria e respeito na relação com a natureza. Pautam-se numa relação de equilíbrio entre os sentidos, de cuidados, de educação e de generosidade para com o ambiente! O índio não chamava e nem chama a si mesmo de índio. O nome "índio" veio trazido pelos ventos dos mares do século XVI. O termo índio acabou sendo, com o tempo, adotado para designar todos os habitantes das Américas. (Jecupé, 1998, p.13) Junto ao índio, veio o negro, africano de nascença. Aprisionados, trazidos à força em grandes navios com velas de pano grosso –caravelas- e vendidos como coisas. (...) E nesse dia, minha véia foi comprada
Numa leva separada de um sinhô mocinho ainda
Minha veínha era frô dos cativeiro
Foi inté mãe de terrero das famía dos Cambinda (...)
(Hekel Tavares e Joracy Camargo, 1930- Música: Leilão, cantada por Ana Salvagni) Através do filme
intenção era descobrir novos caminhos para as Índias, pois, o que contornava a África, era dominado completamente pelos portugueses.
Essa história nos levou a conhecer melhor os mapas como um instrumento de compreensão do espaço terrestre (do Brasil e do mundo). Também conhecemos outras histórias de navegação, com exploradores, colonizadores e o comércio de escravos.
Questões muito contraditórias, que colocou em discussão novamente, as relações entre os humanos. Com o livro de Nelson Mandela:
Gestos de amor! Passamos novamente por eles.
No site
E para encerrar, que a prosa já está longa demais, a dança da festa junina completou de forma colorida e movimentada, o desenvolvimento dos trabalhos. A idéia da Andrea, em trabalharmos com a
E para o próximo semestre, aprofundaremos sobre as relações da imigração e migração no Brasil. A visita ao museu em Santos, espero que dê certo, nos ajudará bastante a compreender nosso povo.
Sobre o Projeto de Leitura, penso que já conversamos bastante na Reunião de Encerramento e, para o semestre que vem, como ainda terá continuidade, poderemos fazer uma análise mais detalhada dos trabalhos desenvolvidos.
O mundo em duas voltas, da Família Schürmann, refizemos o trajeto feito por Fernão de Magalhães, por volta de 1500, cuja Conversas que tive comigo (2010) e o filme Invictus (Clint Eastwood, 2009) aprofundamos mais nas questões sobre segregação racial, tolerância entre os povos e a diversidade. portacurtas.com.br/curtanaescola, encontramos muito material para nossas conversas. dança da fita veio trazer novos olhares sobre nossa cultura. Aprendemos muito sobre os povos do sul. (...) _ Lembre-se sempre, porém, que só existem duas coisas importantes para saber na vida: 1) Nunca se preocupe com coisas pequenas; 2) Todas as coisas são pequenas. (Munduruku, 2001, p.37) Um abraço e obrigada pelas ajudas
Lena
Referências Bibliográficas BARROS, Manoel de.
CARR, Rachel.
CATARSI, Enzo.
2005 p.21-24.
CHIANCA, Rosaly M. Braga.
GENDRIN, Catherine.
JECUPÉ, Kaká Werá.
LEMINSKI, Paulo.
LIMA, Renato.
MANDELA, Nelson.
MUNDURUKU, Daniel.
PRIETO. Heloísa.
Paulo: Companhia das Letrinhas, 1997.
____________.
São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1997.
RIBEIRO, Darcy.
VILELA, Fernando.
Exercícios de ser Criança. Rio de Janeiro, Salamandra, 1999. Ioga para crianças. São Paulo: Martins Fontes, 1973. Entrevista. Pátio Educação Infantil. Ano III nº8. jul/out Mapas: A realidade no papel. São Paulo, Ática, 1994 A volta ao mundo dos contos nas asas de um pássaro.São Paulo: Edições SM, 2007. A terra dos mil Povos.São Paulo: Peirópolis, 1998. Guerra dentro da gente.São Paulo, Scipione, 2006. Chico Rei.São Paulo:Paulus, 2006. Conversas que tive comigo.Rio de Janeiro: Rocco, 2010. Meu Vô Apolinário: Um mergulho no rio da minha memória. São Paulo: Studio Nobel, 2001. Divinas Aventuras: Histórias da Mitologia Grega.São Lá vem história outra vez: contos do folclore mundial. Noções de coisas.São Paulo:FTD, 1985. O barqueiro e o Canoeiro. São Paulo, Scipione, 2008

Turma do 5º ano
Professoras:

estar sempre alegre,
nunca ficar inativo e
chorar com força por tudo o que se quer.

RELATORIO DE ALUNO

Seu processo de adaptação à nova turma foi tranqüilo uma vez que continuou com a mesma turma e a mesma professora. Seu convívio com os demais adultos presentes na escola é excelente. Relaciona-se muito bem com todos os colegas . É uma criança muito tranqüila , independente e criativa sendo muito organizada com seu material individual e coletivo.

Respeita as regras e combinados ( da escola e da sala de aula ). Têm um ótimo comportamento. Participa de todas as atividades propostas com prazer. Em alguns momentos apresenta timidez. É assídua e pontual.

Revela habilidades motoras, coordenação motora fina, sequência lógica, percepção visual e capacidade de análise síntese adequados à sua idade.

Quanto à assimilação e fixação dos conteúdos é excelente, independente e realiza todas as atividades. Apresenta atenção e concentração em sala de aula e é participativa.

Faz leitura de palavras , frases e pequenos textos assim, como o registro dos mesmos , sem auxílio da professora.Seria e classifica objetos. Reconhece e registra os numerais fazendo o uso adequado dos mesmos no dia a dia .

Participa com interesse dos projetos interdisciplinares, têm noção de si mesma , família, escola , alimentação e profissão.



Professora

EXEMPLO DE UM RELATORIO DE OBSERVAÇÃO

EXEMPLO DE UM RELATORIO DE OBSERVAÇÃO

RELATORIO INDIVIDUAL DE ALUNO

Relatório Individual
O ... é um menino inteligente, observador e perspicaz. Neste semestre ele se destacou ainda mais na área das Artes. Gosta muito de desenhar e criar personagens para seus jogos; consegue entrar com facilidade no mundo do imaginário, sem se ater a ele, pois distingue a diferença entre o mundo de seus sonhos e a realidade. Possui um bom desenvolvimento artístico e lógico. Tem aprimorado cada dia mais seu campo visual, dimensão, proporção, lateralidade, noções de perspectivas e estratégia. Elabora bem sua produção artística usando todos os meios possíveis para se expressar com clareza por meio dela. Não gosta de colorir seus desenhos, pois já quer começar outro desenho aperfeiçoado. É detalhista em suas produções artísticas, mas não me parece ser assim com as outras disciplinas, na maioria das vezes só faz o que gosta. Após começo do acompanhamento psicopedagógico, ele se sentiu mais seguro e capaz de interagir com seus colegas e sentindo-se capaz de realizar as atividades por meio das habilidades artísticas. Antes desse acompanhamento, apresentava sérias dificuldades de interação com todos na escola, sempre calado e sozinho. Passou por um processo intermediário, ora era calado e fechado, ora explodia em brincadeiras e chamava a atenção de todos os colegas, tornando quase impossível a continuidade da aula. Suas atitudes nesses momentos foram muito prejudiciais ao seu desenvolvimento cognitivo, mas produtivo para sua inteligência emocional. Como é um aluno que gosta muito de artes, ele foi eleito junto com outro coleguinha, para ajudar a professora de artes a organizar e montar a exposição dos trabalhos artísticos de toda a classe para o Evento Cultural. Agora que encontrou o equilíbrio ele voltou a desenvolver-se em sua totalidade. É uma criança cômica que gosta de provocar seus colegas. Mas está aprendendo e respeitar as diferenças de cada e brincar com todos sem ferir.
Profª

NOTA: Esse relatório é um exemplo de registro que a professora Elisa de Melo  elaborarou para colocar no Portfólio de Aprendizagem da Escola. Com ele, os próximos professores terão elementos para analisar as competências que o aluno já desenvolveu e as que deverão ser desenvolvidas. A periodicidade pode ser bimestral, semestral e anual. Lembre-se de que cada rofessor elabora o seu de acordo com as necessidades de seus alunos. Esse aqui é apenas um exemplo.