domingo, 10 de novembro de 2013

Dicas de como poupar a voz em sala de aula

Dicas de como poupar a voz em sala de aula Elaborado por: Profa.Lorena Costa Rosa Procure controlar a disciplina das crianças com mudanças de atividades ou condutas e não com gritos. Preste atenção nas dicas: Aproxime-se dos alunos para dar ordens, use apitos, assobios, bater palmas para chamar a atenção, dirija-se sempre para um específico canto da sala quando quiser silêncio, abaixe o tom da voz até que seja necessário que eles precisem observar o que está falando (leitura labial). Faça os alunos mexerem de vez em quando, troque de lugar as famosas “panelinhas”. Caminhe pela sala de aula enquanto explica a matéria. Se possível use aulas expositivas. Use a pontuação como sua aliada, dê pontos de conceito. Incentive a participação dos alunos, com isso as aulas serão mais dinâmicas e você poupará a voz. Faça círculos na sala de aula. Faça-os trabalharem em grupo ou em dupla. Se estiverem inquietos, dê dois minutos para fazerem o que quiserem. Se necessário falar com um aluno específico, dirija-se a ele. Não fale fora do seu tom habitual (mais agudo ou mais grave). Quando estiver escrevendo no quadro negro, evite falar olhando para a classe, isso provoca mau posicionamento da laringe. Se possível adote um microfone. Mantenha na sala de aula uma garrafa com água (temperatura ambiente) e beba sempre que possível. E não se esqueça, é necessário que se consuma de seis a oito copos de água por dia. Evite ambientes com ar condicionado. Use roupas confortáveis (roupas apertadas inibem a respiração e podem atrapalhar a postura). Utilize pano úmido para apagar o quadro, o pó de giz causa irritação. Fique atento à postura corporal, quando incorreta sobrecarrega a musculatura da laringe. Não fume e evite fumar e permanecer em ambientes de fumantes. Realize o aquecimento e o desaquecimento vocais, orientados pelo seu fonoaudiólogo. Beba bastante água durante as aulas Beba a água em pequenos goles de 15 em 15 minutos Descubra um tom de voz para que possa falar sem grande esforço Mantenha o corpo relaxado enquanto fala, principalmente a região do pescoço Lembre-se de respirar o suficiente para completar o que quer dizer Fale de frente para a classe, articule bem as palavras, deixe seu corpo falar também Alimente-se bem, com qualidade, evitando longos períodos de jejum Faça sempre repouso vocal entre uma aula e outra Ordene as cadeiras em forma de meia lua para que recebam bem o som de sua voz (veja figura abaixo) Não faça uso de drops, pastilhas ou sprays para melhorar a rouquidão Nunca se automedique Evite forçar a voz em outras atividades além de lecionar Evite falar enquanto faz exercícios físicos Evite choques térmicos (café quente e água gelada) Jamais grite Evite cigarro, álcool e drogas ilícitas Opte por alimentos não congelados e pouco condimentados Utilize recursos audiovisuais para poupar a voz Evite falar muito quando estiver resfriado ou gripado Não cante ou fale fora de seu tom Não tente usar de forma profissional uma voz que não seja a sua, evite imitações.

SUGESTÃO DE RELATÓRIO BIMESTRAL PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL

SUGESTÃO DE RELATÓRIO BIMESTRAL PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL a) Adaptação Escolar A criança demonstrou alguma dificuldade em sua adaptação? Adaptou-se bem ao grupo? Estabeleceu relações com as crianças de ambos os sexos? Seu papel no grupo foi ativo ou passivo? Demonstrou comportamento agressivo nesse período? b) Coordenação Motora Geral Tem bom controle muscular? Tem agilidade e destreza nos movimentos? Sobe e desce degraus? Cai ou tropeça com facilidade? Corre com facilidade? Acompanha os gestos das músicas cantadas pelos colegas? Encaixa com facilidade as peças dos materiais pedagógicos? Faz corretamente os exercícios de Educação Física? Coopera com os colegas nas aulas de Educação Física? c) Linguagem Oral Obedece às ordens dadas? Seu vocabulário está coerente com sua faixa etária? Nomeia objetos? Faz os exercícios fono-articulatórios corretamente? Consegue ajudar a professora a contar uma história? Participa dos teatros de fantoche? Participa das aulas de teatro? d) Natureza Tem interesse em conhecer os animais? Conhece as características dos animais? Imita o som dos animais estudados? Tem interesse em conhecer as frutas? Conhece as características das frutas? e) Sociedade Conhece a história de quando nasceu? Conhece e nomeia os membros da família? Conhece e nomeia os meios de transporte? Tem noções de higiene? f) Artes Tem interesse em fazer atividades de artes? É criativo? Gosta de trabalhar com diferentes materiais? Coopera nas aulas de artes? g) Matemática Conhece as cores trabalhadas? Assimilou os conteúdos aprendidos? h) Aspectos Emocionais É uma criança tranquila? É uma criança irrequieta? Tem necessidade de movimentação contínua? Irrita-se por qualquer motiv o? É tímida com os colegas? É tímida com os adultos? É uma criança desinibida? É uma criança expansiva? Apresenta carinho pelos colegas? Apresenta carinho pelos professores e funcionários? Sabe resolver seus problemas? Está sempre satisfeita? É indiferente com as manifestações de afeto? É emotiva? Chora por qualquer coisa? Faz birras com frequencia? Não aceita ser contrariada? Quer tudo para si, não cede, nem reparte? É generosa, boa e acolhedora? Sabe enfrentar dificuldades? Sabe-se defender? É impaciente? Acata com prazer as ordens dadas? Desobedece sempre pelo prazer de contrariar? i) Aspectos Sociais Éuma criança comunicativa? Gosta de brincar em grupo? Necessita ser estimulada para para ficar no grupo? Sabe brincar em grupo? Demonstra amizade pelos colegas? Demonstra amizade pelos funcionários? Consegue resolver suas dificuldades durante as brincadeiras? Agride sem motivo aparente? j) Em Classe Consegue se concentrar durante as atividades? Dispersa-se por qualquer coisa durante as atividades? Tem interesse em tudo que é dado? É independente para realizar suas atividades? Apresenta organização em seu trabalho? Demonstra cuidado com o material da escola? Tem raciocínio rápido? Tem interesse em ouvir histórias? Fonte: CMEI DJBMA

Por que o aluno da atualidade não quer aprender?

Por que o aluno da atualidade não quer aprender? Hoje me deparei com esta imagem no Facebook. A pergunta da página que a publicou era a seguinte: Você concorda? Diante te tal frase e de tal pergunta resolvi responder aqui no blogue. Já que tenho por lema aqui refletir sobre a transformação que a educação pode trazer para a vida de um indivíduo. Primeiramente queria dizer que NÃO. Não concordo com esta frase. Muito pelo contrário creio que o desafio do professor da atualidade seja justamente fazer com que aluno saiba qual é o significado da escola na vida dele. Por que digo isto? Basta olharmos para o lado e veremos nossos alunos, que dentro de sala de aula são considerados "monstrinhos" para observar que estão sempre aprendendo. Aprendem a soltar pipa, aprendem a fazer carrinhos de rolimã, aprender as regras de um jogo de video-game, aprendem a pegar um ônibus, a mexer nos celulares, computadores, tablets.. São surfistas, desenhistas, bailarinos... Tantas coisas que nem sei... Mas na escolas, NÃO QUEREM APRENDER. Não penso que a questão seja não querer aprender, mas ao contrário, não saber o que o ambiente trará de importante para suas vidas. O aluno vai à escola para ouvir o professor falando, agora com um recurso mais moderno como o datashow ou uma lousa digital, mas não entende o significado que a Física, a Química, a Matemática e a própria Língua Portuguesa tem em suas vidas. E pior, nem se dão conta de que utilizam conceitos destas ciências diariamente. Vejo muitos professores reclamando de condições e qualidade de ensino, e não discordo desta luta. Mas penso que a aprendizagem ou melhor, a falta de interesse pela aprendizagem escolar está ligada entre tantas coisas ao significado que o professor dá ao seu trabalho na escola. Falo como aluna e como professora. Para dar significado é preciso ter significado. Portanto o maior desafio do professor na atualidade é buscar significados para estimular aprendizagens. E isso requer muito mais do que planejar uma aula, entrar na sala e despejar conteúdos sobre a turma. Requer conhecimento do seu trabalho e do aluno.

sábado, 2 de novembro de 2013

ENCONTRO DO PACTO UNIDADE 2

Pauta 1 – Leitura do texto para deleite: A canoa (Paulo Freire); 2 – Registro dos encontros: reflexões individuais e trabalho em grupo; 3 – Orientação para confecção do portfólio: a) atividades com alunos; b) fichas do perfil da turma (PNAIC e SME); c) sequência didática com um livro de literatura do acervo (tarefa); d) fotos de uso do material do PNAIC (atividades e cantinhos); 4 – Leitura da seção “Iniciando a conversa”; 5 – Leitura do texto 1 (Planejamento do ensino: princípios didáticos e modos de organização do trabalho pedagógico) - Unidade 2; análise dos depoimentos das crianças, identificando em cada depoimento quais critérios elas usaram para avaliar as aulas das professoras; 6 – Resumo do texto 2 (Rotina na alfabetização: integrando diferentes compo­nentes curriculares) - Unidade 2; análise do quadro de rotina em comparação com a rotina sugerida pelo programa “Ler e Escrever” e a dos cursistas; 7 – Elaborar proposta de reorganização da rotina para o segundo semestre; 8 – Programa “Alfabetização e letramento”, da TVE . Salto para o futuro - anos iniciais do ensino fundamental - http://tvescola.mec.gov.br/index.php?option=com_zoo&view=item&item_id=5582 Tarefas (para casa e escola) 1 - Elaborar sequência didática com um livro de literatura do acervo; (Veja bons exemplo de sequências didáticas nos links abaixo: "Contos de fadas" http://www.slideshare.net/rbonater/sequncia-didtica-ermantina "Como começa" https://docs.google.com/file/d/0B9I8wlspav89NDBDUE5XazJSQjg/edit?pli=1 "Literatura infantil: identificando personagens e características" http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=9186 ) 2 - Ler o texto “Materiais didáticos no ciclo de alfabetização”, da seção “Compartilhando”, da Unidade 2, e fazer um levantamento dos materiais descritos no texto que estão na escola. Analisar os materiais e listar alguns a serem usados na turma de terceiro ano; 3 - Reler o texto 1 (Planejamento do ensino: princípios didáticos e modos de organização do trabalho pedagógico) - Unidade 2; refletir sobre a questão: Considerando os 10 princípios didáticos apresentados, como você avalia a sua prática? Resumo do texto 2 - Unidade 2 Rotina na alfabetização: integrando diferentes componentes curriculares Telma Ferraz Leal Juliana de Melo Lima No componente curricular Língua Portuguesa, os direitos de aprendizagem são organizados em quatro eixos centrais: leitura, produção de textos escritos, linguagem oral e análise linguística. No eixo da leitura, três dimensões interligadas precisam ser enfatizadas: 1 - a dimensão sociodiscursiva; 2 - o desenvolvimento de estratégias de leitura; e 3 - o domínio dos conhecimentos linguísticos. A dimensão sociodiscursiva está relacionada diretamente com os aspectos da interlocução. Saber antecipar sentidos, elaborar inferências, ativar conhecimentos prévios, estabelecer relações entre partes do texto, monitorar o processo de leitura, verificando se o que está sendo compreendido “faz senti­do”, dentre outras estratégias de leitura, são essenciais para lidar com os textos. Para que o leitor lance mão dessas estratégias, é necessário, ainda, que mobilize conhecimentos sobre o tema, sobre o gênero e sobre o vocabulário. Os conhecimentos linguísticos englobam o funcionamento do sistema alfabético, o domínio das correspondências entre letras e grupos de letras e fonemas e de algumas convenções ortográficas e conhecimentos sobre outros aspectos gramaticais que ajudam na constituição dos sentidos, como pontuação e paragrafação. Em relação ao eixo de produção de textos escritos também podem ser destacadas três dimensões do ensino: 1 - a dimensão sociodiscursiva; 2 - o desenvolvimento das estratégias de produção de textos; e 3 - o domí­nio dos conhecimentos linguísticos. Na dimensão sociodiscursiva, podem-se destacar as reflexões acerca do contexto de produção de textos. O desenvolvimento das estratégias de produção de textos abrange desde as estra­tégias de planejamento global dos textos, quanto as de planejamento em processo, revisão em processo, avaliação e revisão posterior do texto. A integração entre Língua Portuguesa e outros componentes curricu­lares é necessária para que se obtenham conhecimentos mais sólidos sobre as temáticas e sobre os propósitos de escrita e seus possíveis interlocutores. Assim, a tarefa de planejar o texto e revisar é muito mais contextualizada. O domínio dos conhecimentos linguísticos diz respeito aos conhecimentos sobre o sistema alfabético e convenções ortográfi­cas, mas também a outros conhecimentos linguísticos que ajudam a construir senti­dos nos textos, como o estabelecimento de coesão textual, pontuação, paragrafação, concordância. No eixo da oralidade, quatro dimensões principais podem ser contempladas: 1 - valo­rização dos textos de tradição oral; 2 - oralização do texto escrito; 3 - relações entre fala e escrita; e 4 - produção e compreensão de gêneros orais. No que se refere à análise lin­guística, as dimensões são: 1 - caracterização e reflexão sobre os gêneros e suportes textuais; 2 - reflexão sobre e uso de recursos linguísticos para constituição de efeitos de sentido em textos orais e escritos, incluindo a aprendizagem das convenções gramaticais; 3 - domínio do sistema alfabético e norma ortográfica; e 4 - ensino de nomen­claturas gramaticais. Os gêneros textuais devem ser objetos de ensino porque são instrumentos de interação, pois circulam na sociedade. Introduzindo-os na escola, fazemos com que o que se ensina na escola seja mais claramente articulado ao que ocorre fora dela. Assim, o gênero funciona como “um mo­delo comum”, como uma representação comunicativa, e a familiari­dade com os gêneros facilita a apreen­são das intenções comunicativas, pois cria expectativas sobre o que será lido/escutado e sobre os motivos pelos quais o conteúdo está sendo veiculado. Além disso, facilita o processo de produção, por criar esquemas sobre os modelos textuais “esperados” em determinadas situações de interlocução. Embora alguns gêneros sejam mais frequentes em determinada área do conhecimento, um mesmo texto pode ser trabalhado para mobilizar saberes diversos, de diferentes áreas. Portanto, precisamos planejar o ensi­no criando rotinas escolares que contemplem os qua­tro eixos citados anteriormente e proporcionem situações de leitura e produção de diferentes gêneros discursivos. -------------------------------------------------- Aprofundando o tema "gênero discursivo" DISCURSO É... "...a enunciação que supõe um locutor e um ouvinte, e no primeiro a intenção de influenciar o outro de algum modo (...) enfim, todos os gêneros em que há alguém dirigindo-se a alguém, enunciando-se como locutor e organizando o que ele diz na categoria da pessoa" (Benveniste). O enunciado é, nas palavras de Bakhtin, a “real unidade da comunicação discursiva. Porque o discurso só pode existir de fato na forma de enunciações concretas de determinados falantes, sujeitos do discurso. […] Os limites de cada enunciado concreto como unidade da comunicação discursiva são definidos pela alternância dos sujeitos do discurso, ou seja, pela alternância dos falantes. [...] Cada enunciado é um elo na corrente complexamente organizada de outros enunciados.” (Estética da Criação Verbal, pp. 274-5) São enunciados tanto as réplicas dos diálogos cotidianos (às vezes constituídas de uma só palavra ou uma só oração) quanto um poema, um romance ou um tratado científico. Os enunciados organizam-se em formas típicas composicionais, ou seja, falamos e escrevemos através de determinados gêneros do discurso (um dos três elementos ou fatores do enunciado, segundo Bakhtin). Mesmo no bate-papo mais descontraído, moldamos o discurso por determinadas formas de gênero, às vezes padronizadas e estereotipadas, às vezes mais flexíveis, plásticas e criativas. Ex.: gêneros cotidianos breves de saudações, despedida, felicitações, votos de toda espécie, informação sobre a saúde, as crianças etc. “Quanto melhor dominamos os gêneros, tanto mais livremente os empregamos, tanto mais plena e nitidamente descobrimos neles a nossa individualidade (onde isso é possível e necessário), refletimos de modo mais flexível e sutil a situação singular da comunicação; em suma, realizamos de modo mais acabado o nosso livre projeto de discurso.” (Estética da Criação Verbal, p. 285) Os gêneros discursivos: “[...] são tão indispensáveis para a compreensão mútua quanto as formas da língua.” são formas típicas de enunciado dadas ao falante, tão obrigatórias quanto as formas da língua (composição vocabular e estrutura gramatical). determinam a seleção das palavras segundo a especificação de gênero. determinam uma expressividade típica de certas palavras. (“Era uma vez...”, “Alô!”) Exemplo de trabalho com gênero no letramento escolar inicial goiânia, 2 de setenbro de 1997. sr. Presidente Fernando Herique? Não dechi matan os Passarinhos Porque enfeita a matureza Porque daci uns Dia Outros meninos e meninas não vai conhecer us Passarinhos Porque eles vãu tar mortu Puriso que eles e elas não vãi coise os Passarinhos eu espero que você Atemda u meu Pedido Aotora Lu (Texto de aluna da 1ª série. Fonte: Gêneros Textuais e Ensino, RJ: Lucerna, 2005.) Questionamentos: 1) É possível afirmar que a criança se apropriou de algumas características do gênero em questão? Por quê? 2) Que gênero se mescla ao gênero “carta” no enunciado da aluna? 3) Que tomada de posição é explicitamente defendida pela autora? Quais são seus argumentos? 4) Qual é a conclusão que reforça o ponto de vista tomado? 5) Quais são os conectivos utilizados? São adequados à construção do texto? 6) O que demonstra a mistura de formas (pronomes) de tratamento? 7) Como podemos constatar a dialogia e a polifonia neste texto?